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Volta as aulas preocupa pai alunos e professores no Pará

Divulgação

Há 54 dias, como tentativa de conter a propagação do novo coronavírus, que ocasiona a covid-19, milhares de estudantes no Brasil e no Pará estão com as aulas suspensas. A interrupção no Pará ocorreu por força do Decreto Estadual n.º 609, de 16 de março de 2020. Somente na rede municipal de Belém, capital do estado do Estado, eles somam 70 mil alunos no ensino infantil e fundamental. No âmbito estadual são 575 mil alunos nos níveis fundamental e médio, Já a rede privada de ensino no Estado atende cerca de 400 mil alunos, desde a educação infantil até o ensino superior.

O Governo do Estado foi procurado, mas ainda não se manifestou sobre o assunto. ​A​ Secretaria ​ de​ Educação (Semec)​ de Belém ​afirma que está em fase de planejamento para o retorno.

Nesse tempo, em isolamento social, muitos pais e alunos afirmam sentir-se preocupados e apreensivos em relação à possibilidade de retomada das aulas em meio à pandemia. Alguns dos pais e filhos, por diversas razões, reclamam do ensino a distância, pela internet, tido como alternativa às atividades por algumas instituições. Outros, não e até aprovam a iniciativa. Há pais que até pensaram em cancelar ou trancar a matrícula. Porém, o posicionamento comum entre eles é não querer perder o ano escolar. E que as aulas sejam retomadas somente quando se sentirem seguros em relação vida e saúde dos filhos, a partir, principalmente da queda no número de infectados e de mortes pela covid-19. Até a manhã desta sexta-feira (5), o Pará soma 3.492 mortos, 49.473 infectados e tendo 75 pessoas hospitalizadas pela doença das 661 da região Norte do Brasil.

“Estamos com muito receio e medo pela volta às aulas. Caso aconteça agora esses tempos, meu filho não vai voltar ainda. Espero que a situação melhore até agosto pelo menos. Já pensávamos em parar as aulas e cancelar o ano letivo do meu filho, até porque fiquei desempregada na pandemia. Mas a escola ofereceu desconto de 50% e definimos manter com aulas pela internet. A partir da semana que vem, as atividades serão com livros. Isso tudo é meio desgastante, mas ele aprende algumas coisas”, conta a publicitária Denise Melo, que tem 40 anos e é mãe do Luiz Otávio, de 3 anos, que estuda no maternal.

Quem também está preocupada com tudo isso e afirma sentir ansiedade é a bibliotecária Alba Costa, 47 anos, que é servidora pública. “Esperamos que o governo libere as aulas só final de agosto. Só quando estiver 100% de certeza que as crianças e os alunos em geral não serão infectados e prejudicados pela doença. E desde que também não percam o ano. É mais por isso que ainda estão matriculados e decidimos não cancelar ou trancar, porque não aprovamos as aulas pela internet, pois apresenta diversos problemas. Nesse tempo, eles estudam, brincam e aproveitamos mais tempo juntos. A prioridade deve ser sempre a saúde das crianças, porque em uma escola sempre há aglomeração de crianças, é difícil manter o distanciamento”, frisa Alba Costa. Ela é mãe do Pedro Costa, 13 anos, que estuda no 9º ano, e do Arthur Costa, 12 anos, aluno do 7º ano, ambos na rede privada de ensino.

Alexandre Lemos, 57 anos, tem três filhos na rede privada e conta que a família também fica apreensiva sobre a possibilidade de retomada das aulas, diante de um vírus que apresenta letalidade de 11,% em Belém, de acordo com dados oficiais da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa). “Essa taxa quer dizer que entre 10 pessoas infectadas, uma morre. Isso nos preocupa demais. Esse fator é o maior complicador de tudo. Minha família conta com seis pessoas, das quais três são crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, que estudam. Se as aulas voltassem hoje ou nos próximos dias, existem chances de serem infectados, transmitirem ou até morrer pela doença. Isso gera medo e preocupação. Decidimos que não há possibilidade nenhuma de voltarem às aulas presenciais sem que nos sintamos seguros. Não há prejuízo nenhum em aguardar. O importante é ter segurança”, afirma Lemos, que é professor na Escola de Música da Universidade Federal do Pará (UFPA) e também biomédico. Lemos é esposo da Jussara, que é bióloga. Eles são pais do Lucas, o qual tem 14 anos e está no 9º ano; da Maria Luíza, 12 anos e está no 7º ano, e do João Paulo, 10 anos e estuda no 5º ano.

Respostas

Em nota, Secretaria de Educação do Estado (Seduc) não respondeu sobre as possíveis datas de retomada das aulas. ​O Governo do Estado foi procurado, mas ainda não se manifestou sobre o assunto. A Seduc sugere que os pais “acompanhem e incentivem os filhos a terem uma rotina mínima de estudos a partir das videoaulas e demais recursos didáticos disponibilizados pela Seduc e escolas”.

Informou que, nesse tempo da pandemia, conta com o movimento “Todos em Casa pela Educação”, que consiste na transmissão de vídeo aulas pela TV Cultura, todos os dias, das 15h às 17h30, para alunos do Ensino Médio, pré-Enem e estudantes da 6ª a 9ª séries do Ensino Fundamental.

Existe ainda a opção de acompanhar o conteúdo pelo aplicativo e Portal Cultura e pelo Seducast Pará, um podcast para transmissão das aulas. Todo o material está disponível para baixar no site da Seduc. Para os alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental da Região Metropolitana de Belém, as escolas formulam cadernos de atividades impressas a cada 15 dias. O objetivo é reduzir os impactos da suspensão das aulas presenciais. Essas atividades, porém, não constam como dia letivo.

​As aulas foram suspensas ​dia​ 18 de março​, por meio do ​Decreto nº​.​ 609, de 16 de março​. ​A rede estadual é composta por 927 escolas, 575 mil alunos e aproximadamente 19 mil professores. ​Ela ​não possui creches.

​A​ Secretaria ​ de​ Educação (Semec)​ de Belém ​afirma que está em fase de planejamento para o retorno e​,​ como anunciado pelo prefeito ​Zenaldo Coutinho, ​em live na rede social na última quarta-feira​ (​3​)​, ​a​s aulas municipais estão previstas para voltarem ​em ​​​16 de julho. ​”​Assim que as medidas preventivas para a não proliferação do vírus estiverem estabelecidas faremos uma ampla divulgação​”, disse a Semec​. ​

Para continuar transmitindo conhecimento durante a suspensão das aulas, a Prefeitura de Belém informou que lançou, dia 14 de maio, o programa “Educa Belém – Aprendendo em casa”, transmitido pelo canal 47, da Rede TV. Destaca ainda que outras medidas foram tomadas para a não proliferação do vírus nos alunos das escolas municipais, como a entrega de três lotes do kit de merenda escolar, totalizando 149.038 kits, que somam 968 toneladas de alimentos entregues em dois meses.

As aulas nas escolas municipais estão suspensas desde o dia 18 de março, por determinação do Decreto Municipal número 95.955, como medida para conter a propagação do novo coronavírus. A Semec possui cerca de 200 unidades educacionais, com cerca de 70 mil alunos do ensino infantil e fundamental.

Também em nota, o Sindicato das Escolas Particulares do Estado do Pará (Sinepe) esclarece que a rede privada sugeriu para o Conselho Estadual de Educação (CEE) 16 de junho para reinício das atividades, de forma paulatina. “Mas essa data em relação a situação de pandemia já está entendida com inviável”. O setor privado está solicitando a data de 1º de julho para retomada gradual das atividades presenciais. “Consignando esses pedidos para as autoridades dos governos estadual e municipal, com vistas à volta em condições sanitárias admissíveis e priorizando a saúde e a vida da sociedade”, frisa o Sinepe.

Ainda segundo o sindicato, o planejamento da entidade é sempre feito levando em conta o que está acontecendo no Brasil e o que as demais entidades estão fazendo nos outros estados, além das experiências internacionais. “Mas, na realidade, o Sinepe toma os posicionamento apresentando e requerendo aos órgãos competentes, inclusive o CEE, sempre se colocando como cumpridor das normas estaduais e nacionais que regulam a questão”.

O Sinepe ressalta que traçar um plano e um planejamento de retomada é necessário. “Estamos atravessando momento de pandemia, mas as nossas unidades escolares não pode esperar de braços cruzados o momento da retomada. Até a chegada desse momento várias medidas tem que ser tomadas em relação à estrutura física equipamentos treinamento, capacitação e higienização portanto traçar um planejamento é fundamental para que no momento em que as autoridades competentes digam que pode haver a retomada das atividades todos estejam preparados”, afirma a presidente do sindicato, Beatriz Padovani.

O segmento de ensino privado explica que implantou atendimento domiciliar, atendimento remoto para os alunos usando diversas metodologias e tecnologias, tudo em conformidade com a resolução 102 do CEE. Nesse momento, com o fim das ferias coletivas, a orientação do Sinepe é que “as escolas mantenham as atividades remotas e o atendimento domiciliar aos alunos até que haja uma sinalização das autoridades competentes quanto á retomada das aulas presenciais, lembrando que essas atividades são válidas e compram para conclusão do ano letivo de 2020 para toda a rede”, orienta Padovani.

O Sinepe afirmou que ainda não tem levantamento do número de matrículas trancadas ou de evasão nesse período. “Mas estudos nacionais indicam dificuldades econômicas severas em, pelo menos, 50% das instituições de ensino”. A rede privada de ensino no Pará atende cerca de 400 mil alunos, da educação infantil ao ensino superior, e gera 40 mil empregos. Nela as aulas foram suspensas dia 18 de março.

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