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Tomate sobe mais de 16% em apenas um mês

Tomate sobe mais de 16% em apenas um mês

De dezembro do ano passado para janeiro, o fruto passou de R$ 4,13 para R$ 4,82

Elisa Vaz
Fábio Costa / Arquivo O Liberal

Pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que o preço do quilo de tomate ficou 16,71% mais caro nos supermercados e feiras da capital paraense no mês de janeiro, em comparação com dezembro do ano passado. O produto custava uma média de R$ 4,13 e passou para R$ 4,82 no período.

Leia mais: Preço da banana está 5,53% mais caro neste ano, aponta Dieese

No comparativo dos últimos doze meses, no entanto, houve retração de 12,52%, já que o quilo do tomate era vendido a R$ 5,51 em Belém no início do ano passado. De acordo com o técnico do Dieese, economista Roberto Sena, como grande parte do tomate comercializado na capital é importado de municípios vizinhos e também de outros Estados, as mudanças climáticas e a sazonalidade do produto influenciaram decisivamente no preço.

Na banca da feirante Cleonica de Souza o tomate não ficou mais caro. Segundo ela, é mais viável manter os preços estáveis do que repassar o reajuste e perder os clientes. “Todos na feira vendem com o mesmo valor, então optamos por não repassar e manter a clientela. É melhor ter menos lucro do que perder as vendas”, declarou.

A dona de casa Dayse Pascoal, de 44 anos, disse que foi possível notar essa alta em suas compras domésticas, mas que não impactou tanto o orçamento. “Meus filhos e eu comemos muito tomate porque coloco em toda carne que faço. Eles gostam de comidas bem temperadas, com tomate, cebola, pimentão, cheiro-verde e outros itens. Mas esse valor não faz tenta diferença no bolso”, afirmou.

Já a costureira Fátima Pacheco, de 39 anos, disse que qualquer centavo no preço dos alimentos faz diferença no final do mês. “A gente não compra só um quilo de tomate por mês, eu compro vários. Então, se for somar, claro que tem um impacto, que poderia ser usado para outro item da alimentação”, comentou.

Ainda de acordo com a pesquisa do Dieese, o custo da alimentação dos paraenses continua entre os maiores do país – iniciou o ano de 2020 com a cesta básica custando R$ 415,56, com a maioria dos produtos apresentando alta de preços.

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