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Projeto da Ferrovia Paraense é tema de nova rodada de reunião com empresa russa

Após a reunião desta semana com a gigante China Railways Corporation (Crec 10), o então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki, e seu adjunto, Eduardo Leão, reuniram-se na tarde de quinta-feira, 5, em São Paulo, com a empresa Russian Railways (RZD), para avaliação dos estudos que a RZD faz sobre os projetos da ferrovia, desde agosto de 2017, quando ocorreu o primeiro encontro entre o secretário e os russos, no Rio de Janeiro.

Liderando a equipe russa, o diretor-geral, Sergey Pavlov, informou que os engenheiros da empresa declararam o projeto viável após análise profunda e detalhada. Os executivos da RZD aproveitaram para esclarecer dúvidas sobre as questões portuárias, conexão com a Ferrovia Norte Sul, cronograma de licitação e licenciamento ambiental.

Sergey Pavlov disse expressamente que o interesse maior da RZD é vencer a licitação da ferrovia Norte-Sul, malha federal que interliga o Norte ao Sul do País e conecta através de outras malhas o Porto de Santos. No entanto, ele ponderou que como a Ferrovia Paraense se conectará com a Ferrovia Norte Sul, a empresa acha estratégico ter a alternativa do Porto de Barcarena.

Para Sergey, o projeto é interessante, mas ainda melhor é o processo, ou seja, o esforço do Governo do Pará em oferecer o diferencial ante os demais projetos de ferrovias federais. O projeto ferroviário paraense já tem em curso o licenciamento ambiental sob análise da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidades (Semas), bem como garantida a isenção de impostos na aquisição dos equipamentos e locomotivas. Outro ponto de destaque do avanço da proposição para uma estrada de ferro no Pará é a desapropriação da faixa de servidão do traçado do futuro empreendimento. ”Isso não se vê nos demais projetos”, concluiu o diretor-geral da RZD.

Da reunião ficou ajustado um encontro da RZD russa com a Crec chinesa para ambas avaliarem a possibilidade de uma parceria entre os grupos. O diretor da RZD fez questão de apresentar ao secretário Adnan Demachki a publicação da SCI Vaerkerhr GMBH, conceituada empresa de consultoria em logística, com sede na Alemanha e atuação em 70 países. A publicação informa, com destaque, aos seus clientes, que o projeto da Ferrovia Paraense é um dos 10 maiores e mais viáveis até 2022. Detalhe, no ranking das malhas ferroviárias mais estratégicas para o mercado global, não há nenhum projeto federal brasileiro. A Ferrovia Paraense figura ao lado de rotas planejadas por Austrália, China e até a Rússia, esse último país com tradição em ferrovias de longa distância.

Adnan Demachki ficou contente em saber que um projeto robusto com somente dois anos de construção está entre os 10 ferroviários do mundo. “O Pará já é vitorioso em colocar de pé um projeto de tamanha envergadura e ser reconhecido por uma das maiores empresas de consultoria do mundo. E se não bastasse, nossa proposição de ferrovia atrai interesses de grandes grupos e vem sendo avaliada para investimentos por duas das maiores empresas do setor ferroviário do planeta”, completou. O encontro contou também com o assessor técnico da Diretoria de Diretoria de Concessões, da Sedeme, Jorge Silveira.

Por Valéria Nascimento

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