Download http://bigtheme.net/joomla Free Templates Joomla! 3
Home » Estado do Pará e Região » Fim do Dpvat preocupa paraenses; em 2018, foram mais de 10 mil indenizações no PA

Fim do Dpvat preocupa paraenses; em 2018, foram mais de 10 mil indenizações no PA

Por G1 PA — Belém

 


Fim do seguro DPVAT preocupa paraenses

Fim do seguro DPVAT preocupa paraenses

O Pará registrou mais de 10 mil indenizações pagas a vítimas de acidentes de trânsito pelo DPVAT em 2018. A maioria, por invalidez. A extinção do seguro a partir de 2020, anunciado pelo governo federal com a justificativa de evitar fraudes, deixa paraenses preocupados.

A estudante Gabrielly Lima, de 17 anos, caiu de um ônibus que viajava com a porta aberta e teve parte da perna esmagada por outro ônibus que vinha atrás. Ela recebe o seguro DVAT, mas ainda sofre com as consequências da imprudência no trânsito. “Estou em fase de adaptação, o que vai ser para o resto da vida, né? Mas vou tentar seguir a vida do jeito que tem que ser, normalmente”, disse.

Motoristas, passageiros e pedestres têm direito ao benefício. A extinção do seguro obrigatório é polêmica. As vitimas deverão recorrer ao SUS e INSS. Para o corretor de seguros Otávio Augusto Silva, quem perde é a população. “Principalmente a classe mais pobre da sociedade vai ser a grande prejudicada. É uma indenização pequena. Imagina você ter que apresentar todas as comprovações e a origem para garantir o direito. O seguro DPVAT dispensa isso”, comentou.

O DPVAT cobre indenizações por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e suplementares. Os valores variam de R$2.700 a R$13.500.

Segundo o Departamento de Trânsito do Pará (Detran), quase 25 mil acidentes foram registrados no Pará, entre janeiro e outubro de 2018. O número de feridos foi 14.732 e mais de 900 mortos.

A seguradora que administra o seguro DPVAT informou que 10.594 benefícios foram pagos no Pará em 2018. Foi a maior quantidade da região Norte. Os homens representam 76% dos acidentados. O caso mais frequente foi invalidez permanente, com 75% e a motocicleta foi o veículo que mais provocou acidentes, com 85% dos casos.

Para o mototaxista Jerônimo Oliveira, a busca pelo benefício é árdua. Ele pilotava uma moto quando foi atingido por um carro em julho deste ano. O mototaxista perdeu os movimentos do braço esquerdo e continua sentindo muitas dores. “A burocracia é muito grande e a demora também. (Se não conseguir), vou trabalhar do mesmo jeito. Só a fisioterapia custou R$600, mas a gente tem que correr atrás de qualquer jeito”, disse.

Check Also

EM NOVO PROGRESSO – Esposa encontra marido enforcado dentro de residência em Novo Progresso

EM NOVO PROGRESSO – Esposa encontra marido enforcado dentro de residência em Novo Progresso Tassiano …