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Denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes dobram

Denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes dobram

Em Santarém, Conselho Tutelar registrou 35 casos de janeiro a março.
Na maioria dos casos, vítimas são meninas e agressores são próximos.

 

Na delegacia, criança brincava com os pais ao lado enquanto taxista prestava depoimento (Foto: Alírio Lucas/G1 AM)Maioria das vítimas é do sexo feminino
(Foto: Alírio Lucas/G1 AM)

As denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes aumentaram nos três primeiros meses de 2014, em comparação ao período de março a dezembro de 2013, em Santarém, oeste do Pará. A informação é do Conselho Tutelar II, que revelou que o número de casos registrados saltou de 14 para 35 de janeiro a março deste ano, sendo oito na região do Eixo Forte, cinco no Planalto e 22 na área urbana.

De acordo com o coordenador do órgão, Luís Felipe, a maioria das vítimas são meninas. Das 35 ocorrências registradas até esta quinta-feira (27), 33 são do sexo feminino. Segundo ele, em muitos casos, os agressores são pessoas próximas e até mesmo da família. “Quando chega ao Conselho já está ao extremo. A gente vai conversando e vai descobrindo por meia da conversa, que os autores são pais, padrastos, tios e até irmãos. Teve um caso em Alter do Chão, que o padastro abusava das três enteadas, de 16, 14 e 12 anos, inclusive a de 16 engravidou e o suspeito argumentou, de forma absurda, que ele tinha feito relação sexual com a esposa, tomou banho e a adolescente se enxugou na toalha dele”, conta.

O conselheiro esclareceu que as adolescentes fizeram exames de conjunção carnal e, atualmente, moram com a tia. O padrasto está em liberdade aguardando decisão judicial.

 


O último caso ocorreu na noite de quarta-feira (26). A mãe foi com a filha até à Delegacia de Polícia Civil denunciar o marido por violência doméstica contra a adolescente. Em conversa com um conselheiro, a adolescente de 17 anos revelou que sofria abusos do padrasto desde os 10 anos. A mãe foi orientada a registrar o caso na Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente, mas segundo o conselheiro tutelar, não registrou. “Demos encaminhamento para o Propaz [Delegacia], mas não foi registrado. A mãe demonstra está sendo conivente. Se no período de dez a 15 dias não fizer nada, a gente vai no endereço e leva a adolescente até a delegacia para os procedimentos”, conta Luís Felipe.

O coordenador do órgão explica que, após o conselho encaminhar à delegacia, o primeiro procedimento é levar a vítima para conversa com psicólogo e assistente social, em seguida são solicitados exames, feito relatório e encaminhado para a delegada, que por sua vez, encaminha denuncia ao Ministério Público.

Disk Denúncia
A maioria das denúncias chega ao Conselho por meio de contato com telefone de plantão, (93) 9123 4044, mas é possível também fazer denúncia pelo 190. Caso o denunciante prefira, poderá ter a identidade mantida em sigilo.

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