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“Criei minhas filhas fazendo pornô”, afirma atriz

(Foto: Reprodução/ Instagram)

Nos últimos dias, a atriz pornô paranaense Marcia Imperator, 42 anos, deu declarações sinceras e ousadas sobre sua vida e seu trabalho com filmes de sexo ao portal UOL.

Marcia trabalhou desde os 7 anos com os pais, em uma lavoura em uma cidade do interior de Santa Catarina. Chegou a passar fome e aos 14 anos, “casou” com um trabalhor rural da área. Seu marido, no entanto, queria continuar trabalhando no campo, o que não era o objetivo da jovem.

Em sete anos de casamento, eles tiveram três filhas e se separaram quando Marcia tinha 21 anos. “Aí, aluguei uma casinha em Florianópolis (SC) e ralei muito para sustentar minhas meninas. Trabalhei como faxineira, ajudante de cozinha, doméstica… Só que, por mais que eu me desdobrasse, o dinheiro nunca era suficiente. Então, em 1999, pra me livrar de um namorado possessivo, acabei me mudando para a casa de uma amiga em São Paulo”, revelou.

 

 

Foi aí que sua vida começou a mudar. “Essa minha amiga tinha conhecidos na TV e conseguiu que eu fizesse algumas pontas em programas de auditório. Aí, me ofereceram um teste para participar do quadro Flagrante, do programa Eu Vi na TV, com o João Kléber, que passava na RedeTV!. Como eu nunca tinha assistido, não sabia do que se tratava, mas topei mesmo assim. Chegando lá, a produtora achou que eu tinha mais o perfil de outro quadro, o Teste de Fidelidade, em que uma atriz ou ator sensuais tentam seduzir alguém a pedido do seu cônjuge. Quando eu disse que não tinha namorado, ela logo perguntou: “Topa ficar de calcinha e sutiã e beijar o convidado?”. Eu estava solteira, era bonita e segura do meu corpo. Por que não? Mandei tão bem que eles me aceitaram na hora! Me divertia gravando o quadro e, aos poucos, fui ficando conhecida. Só que, quando chegava o pagamento, era uma tristeza só: cerca de R$ 1.000 por mês. Quando completei um ano no programa, fiquei muito conhecida e não podia mais fazer o quadro. Por isso, fui dispensada. Passei a fazer shows de strip-tease pelo Brasil até encontrar um empresário que me convidou para fazer um filme pornô”, comentou.

CARREIRA PORNÔ

Segundo Marcia, a primeira atitude que tomou após o convite foi conversar com seus pais para ver o que eles achavam. “Expliquei que o pagamento era uma bolada (cerca de R$ 30 mil por meia hora de filme!) e que eu gostaria de fazer. Eles sempre confiaram nas minhas escolhas e disseram que me apoiariam. Também conversei com minhas filhas, que na época estavam com 11, 9 e 7 anos. Elas não entendiam muito bem a situação, mas percebiam que o que eu estava fazendo era pelo bem delas. E era mesmo”, enfatizou.

A primeira cena de sexo, no entanto, demorou a dar certo. “Fiquei me arrumando em um quarto e só fui apresentada ao meu parceiro na hora da cena. Eles me instruíram sobre como seria o desenrolar da história e que deveríamos começar pelo beijo, para então partir para o sexo oral e, finalmente, para a penetração. Fiquei supernervosa e não consegui me soltar. Aí, o diretor pediu para que só quem era imprescindível ficasse no set e me deu um pouco de uísque. No final, bebi quase a garrafa toda! Fiquei tão à vontade que atingi o orgasmo no fim da gravação!”.

Uma das filhas Marcia, Micheli Burate, já fez ensaios sensuais. Foto: Divulgação

Após o primeiro filme, a carreira de Marcia decolou e ela recebeu convites para participar de outras 13 produções nos seis anos seguintes. “Fiquei famosa até no exterior! Contracenei com diversos atores famosos no meio, como o Alexandre Frota. Fiz meu trabalho com muito empenho, me esforçando para me soltar e para sentir o prazer que estava demonstrando. Nunca fiz nenhuma cena que me desagradasse e, se sentisse o menor desconforto, já pedia para parar”.

 

RESPEITO

Na entrevista, a musa revelou também um desejo: o de mais respeito com a profissão. “Queria que as pessoas entendessem que um filme pornô é uma arte e um trabalho como qualquer outro. Sei que o que fiz ajudou a inspirar outras mulheres na cama, pois muitas já me disseram que buscaram conhecer seu corpo e ter mais prazer. Desde 2007, trabalho apenas fazendo shows de strip-tease em casas noturnas e gosto muito. Não fiquei rica, mas dá pra viver com dignidade. Não me arrependo de nada do que fiz e acredito que ninguém tem o direito de me julgar!”, destacou.

Por fim, disparou: “‘Transar você já vai de qualquer maneira. Melhor fazer isso ganhando dinheiro e sustentar suas filhas do que fazer de graça e passar fome’.  Todo mundo faz sexo. Qual o problema de as pessoas me verem fazendo?”, finalizou.

(Com informações do portal UOL)

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